Falta de recursos e acompanhamento público resultam em subnotificação de casos de Legionella no Brasil

Distrito Federal (27%) e Minas Gerais (7%) são os estados com mais confirmações de casos da bactéria.

May 21, 2025
LegionellaImage

São Paulo, março de 2025 – Desde 2005, o laboratório da Ecolab, líder global em sustentabilidade, que oferece soluções e serviços de água, higiene e prevenção de infecções, já realizou mais de 17 mil análises para a bactéria Legionella, no Brasil. Cerca de 15% dos casos tiveram amostras com resultados positivos para a presença do microrganismo. Os segmentos que mais tiveram seus sistemas avaliados foram: indústria química (38%) e o setor de serviços (16%), como prédios administrativos, condomínios e shoppings. No Brasil, a legionelose não é uma doença de notificação obrigatória, o que contribui para as poucas informações e o baixo acompanhamento de potenciais surtos infecciosos.

Os estados com mais sistemas de água analisados foram São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, porém a incidência nos últimos quatros anos foi maior no Distrito Federal (27%) e Minas Gerais (7%), seguidos por Paraná (5%) e São Paulo (5%). Ao avaliar os tipos de ambientes que tiveram mais incidência da bactéria, a companhia percebeu que resfriamento de água (75%), chuveiros e torneiras (13%) são os que mais se destacam pela contaminação.

A Legionella é um gênero de bactéria que, dependendo da espécie, pode causar a doença do legionário (ou Legionelose), que é uma forma grave de pneumonia. A patologia pode ser fatal, especialmente em pessoas com sistema imunológico enfraquecido, como idosos, fumantes ou pessoas com doenças respiratórias crônicas. Os sintomas incluem febre alta, calafrios, tosse, dor no peito e dificuldade para respirar. A contaminação ocorre por meio da inalação de água vaporizada e de pequenas gotas contaminadas em chuveiros e nebulizadores, por exemplo.

Segundo Cristiane Francisco, líder sênior de Pesquisa & Desenvolvimento do laboratório de Recursos Analíticos da Ecolab em Suzano (SP), a análise laboratorial é uma das ações, mas não a única no combate à Legionella. “As medidas de prevenção começam pela realização de uma análise de risco, que identificará os pontos críticos do sistema de água e estabelecerá um plano de controle. Após a detecção da presença de Legionella, medidas corretivas deverão ser aplicadas e novas amostras deverão ser coletadas após implementação das ações. Atualmente, as doenças causadas pela bactéria não são publicadas ou registradas no Brasil, o que dificulta a percepção sobre a proliferação do microrganismo e a obrigatoriedade de medidas sanitárias preventivas”, explica.

Algumas variações em ambientes aquáticos, especialmente em sistemas de água quente, torres de resfriamento e sistemas de ar-condicionado, podem causar a proliferação da bactéria. Mudanças no sistema de fornecimento de água, alterações em temperatura, áreas estagnadas, corrosão e a presença de biofilme são condições que podem favorecer a proliferação de Legionella.

“O trabalho que desenvolvemos no laboratório é crucial para a saúde da população e para a segurança ocupacional nas indústrias”, afirma Cristiane. “Ao identificar e monitorar esses microrganismos, ajudamos a prevenir surtos de doenças e mantemos a qualidade dos sistemas hídricos. Além disso, contribuímos para a integridade dos processos industriais, já que os microrganismos podem prejudicar o sistema de resfriamento e causar a formação de biofilmes que afetam a eficiência dos processos. Também é importante ressaltar que esses prejuízos não se limitam a indústria, edifícios também podem sofrer com efeitos da proliferação microbiológica como transmissão da legionelose ou contaminação no sistema de água potável”, destaca Cristiane Francisco.

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